terça-feira, 29 de maio de 2012

INTERVENÇÃO DE WILSON LEITE EM EVENTO DO PCB DE IMPERATRIZ

PALESTRA SOBRE "ESTRATÉGIA E TÁTICA NA LUTA PELO SOCIALISMO" Nossa intervenção na palestra promovida pela direção do PCB de Imperatriz que contou com a presença do secretário geral do Partido Comunista do Brasil -- PCB, Ivan Pinheiro, no auditório da UEMA/CESI em Imperatriz, 22 de maio de 2012.

sábado, 26 de maio de 2012

Nota do PSTU Maranhão sobre a situação do Transporte Público na cidade de São Luís


Nas últimas semanas, a população de São Luís vem assistindo a uma crise do transporte público: paralisação do sistema de bilhetagem eletrônica, desrespeito ao direito à meia passagem dos estudantes, a falência declarada pelo Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e greve da categoria dos rodoviários. Essa crise reflete a ineficiência de um modelo de gestão dos transportes coletivos não só em São Luís, mas em todo o Brasil, que adota uma lógica privatista e excludente à juventude e aos trabalhadores que necessitam deslocar-se aos seus postos de trabalho.
E quem tem pagado o preço dessa crise são os estudantes e trabalhadores maranhenses. Com a paralisação do sistema de bilhetagem eletrônica, que durou quase um mês, os estudantes foram obrigados a pagar a passagem inteira, ainda que apresentassem o cartão de transporte. Do mesmo modo, os trabalhadores que usam o transporte público e possuem o cartão eletrônico disponibilizado pelas empresas, tiveram que tirar do bolso a passagem de todos esses dias de pane do sistema, comprometendo um salário já reduzido.
Diante da insatisfação dos estudantes, a solução apresentada pela prefeitura foi um retrocesso: disponibilizar passe escolar, em quantidade diária fixada pelo SET (Sindicato da Empresas de Transporte). Uma verdadeira afronta ao direito à meia-passagem conseguido com muita luta na década de 70. Manifestações dos estudantes e trabalhadores em toda a cidade retomaram a ”normalidade” do transporte público em São Luís. Essa “normalidade” diariamente apresenta ônibus superlotados, frota insuficiente, a falta de planejamento da malha urbana e os constantes “engarrafamentos” nos horários de pico das principais avenidas da cidade.
Quando a poeira parecia estar baixando a categoria dos rodoviários novamente entram em greve. A pauta de reivindicações inclui reajuste salarial de 16%, aumento do valor do ticket alimentação, inclusão de mais um dependente no plano de saúde, melhores condições de trabalho e redução da carga horária. Durante toda a semana passada apenas 50% da frota de ônibus estava circulando e uma dura batalha entre os trabalhadores rodoviários, o SET e a Prefeitura começou a ser travada. Nem o ajuste de 7% concedido pela justiça, nem as multas diárias pelo descumprimento da decisão de que os ônibus voltasse a rodar,  muito menos a decretação da ilegalidade da greve, impediram a paralisação total dos rodoviários, que já dura três dias.
O transporte público em nossa cidade enfrenta uma de suas piores crises e não consegue encontrar soluções para os constantes problemas que aparecem. Em várias capitais, o modelo de gestão dos transportes coletivos evidencia falta de compromisso com a população que vê seu direito à mobilidade urbana restringido por monopólios empresariais concedidos pelas administrações locais. Como resposta os trabalhadores e a juventude saíram às ruas para impedir os aumentos de tarifa, como ocorreu em Teresina e Recife.   
Se por um lado a categoria reivindica melhores condições de trabalho e salário, o SET declara a impossibilidade de conceder qualquer aumento, sem o aumento da passagem, pois já passa por um iminente processo de falência. A prefeitura de São Luís, que sob a administração de João Castelo (PSDB), tem se preocupado somente em garantir os lucros dos empresários, parece assistir a tudo passivamente ou, na verdade, está temendo um ascenso generalizado da população contra o aumento de passagem, que pode exterminar os sonhos de João Castelo à reeleição.
 O PSTU apoia a greve dos rodoviários e reconhece como legítima a greve da categoria, por isso exige que suas reivindicações sejam atendidas sem o aumento de passagens.  A crise do transporte em nosso estado é resultado do monopólio das empresas de transporte e do descaso da prefeitura em garantir o direito básico de ir e vir da população trabalhadora, portanto, que eles paguem pela crise!
A Juventude e os trabalhadores não aceitarão um novo aumento de passagens! E se a Prefeitura continuar inerte e não pressionar as empresas a reduzir seus lucros para atender a pauta da categoria e não prejudicar a população que efetivamente precisa do serviço, João Castelo ficará marcado na história como um governo de enfrentamento com os estudantes e trabalhadores na luta por seus direitos.
A população já demonstrou sua disposição de ir às ruas, a exemplo dos recentes atos pela restituição do sistema de bilhetagem eletrônica e o PSTU esteve nessas lutas e também irá as ruas para lutar contra o aumento das passagens e em defesa do transporte público, gratuito e de qualidade, disputando a consciência dos trabalhadores para um novo modelo de transporte coletivo para a cidade, que seja verdadeiramente público e estatal, com respeito aos direitos dos trabalhadores, com a ampliação dos serviços para a população, sem a submissão dos interesses da população trabalhadora aos lucros das empresas privadas que atualmente detém o monopólio do transporte urbano.

-Todo apoio à greve dos rodoviários!
- Não ao aumento de passagem!
- Pela criação da Empresa Municipal de Transporte Público!
- Passe-livre para a juventude e trabalhadores desempregados!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Contra a injustiça social, tome partido.

Programa do PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO-PSTU, exibido em rede nacional de rádio e TV nesta quinta-feira, 17 de maio.
 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Programa de TV do PSTU irá mostrar injustiças sociais no País

Partido irá lembrar desocupação dos moradores do Pinheirinho e condições de trabalho dos operários das grandes obras, além da denúncia da corrupção e dos lucros das construtoras

Nesta quinta, 17, o PSTU irá exibir em rede nacional o seu programa semestral de cinco minutos. O partido irá mostrar exemplos de injustiça social, que seguem ocorrendo no país, mesmo com o crescimento da economia nos últimos anos. Cenas da desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, irão abrir o programa. A ação policial, em 22 de janeiro, expulsou milhares de famílias e a violência provocou a morte de um morador, de 70 anos.

“O que aconteceu no Pinheirinho foi uma grande injustiça. Em nome de uma só pessoa, o especulador Naji Nahas, milhares até hoje não têm onde morar”, diz Toninho Ferreira, de São José dos Campos, uma das lideranças do partido que participam do programa. O vídeo ainda relembra outros moradores até hoje abandonados pelos governos, como os que perderam suas casas nas chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro e alerta para as centenas de famílias que poderão perder suas casas, em nome das obras da Copa do Mundo.

O partido procura demonstrar que o crescimento da economia nestes últimos anos tem priorizado os lucros das grandes empresas, enquanto exige cada vez mais dos trabalhadores. Um exemplo citado é o dos operários das grandes obras, como os estádios da Copa e das usinas de Jirau e Belo Monte. “Nestes lugares, os trabalhadores são tratados quase como escravos. Sequer podem visitar as famílias”, denuncia Cleber Rabelo, operário da construção civil do Pará.

Corrupção – Contrastando com as condições de trabalho dos operários, as construtoras estão tendo lucros fabulosos com as grandes obras. O partido irá denunciar como estas empresas financiam os políticos e depois são convidadas para obras. Para isso, irá exibir gravações de conversas de Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta, construtora com mais contratos junto aos governos e que está no centro de um escândalo de corrupção. As relações com o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes também fazem parte do programa.

O presidente nacional do PSTU, Zé Maria, encerra o programa, apontando as contradições do crescimento econômico: “É preciso enxergar o que está acontecendo na vida real. Basta olhar em volta para ver as injustiças”. Ele questiona o governo Dilma, que tem priorizado o lucro das grandes empresas e dos bancos. “O Brasil segue sendo um país injusto. Para começar a mudar esse país, é preciso mudar essa política econômica. Não dá para governar para todos”, conclui.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cabo Roberto Campos, um preso político da oligarquia Sarney!

A prisão do Cabo Roberto Campos Filho, do 8º batalhão da Policia Militar do Maranhão, ocorrida na última terça feira sob acusação de incitar policiais militares da tropa de choque a não trabalharem no dia de folga, é simplesmente absurda!
 
Na verdade, por trás das grades do Comando Geral da Polícia Militar se encontra um homem negro que esteve à frente de uma das mais importantes greves já realizadas no estado do Maranhão contra o grupo Sarney. Em nosso entendimento, o Cabo Roberto Campos é um preso politico do governo Roseana (PMDB-PT) que tenta puni-lo por ter liderado, junto a outros colegas, uma greve que extrapolou os batalhões da PM e envolveu, na sua dinâmica, diversas organizações políticas e movimentos sociais.
 
As reivindicações da categoria se transformaram num tsunami popular, possibilitando que milhares de policiais reencontrassem o seu Ser de homus proletário, aproximando-os dos movimentos populares e deixando a oligarquia decadente sem seu escudo de aço. Foi o conteúdo politico da greve, e não a “insegurança” da população, que fez a realeza de sangue azul dobrar seus joelhos perante a plebe de farda azul conduzida por um homem negro.
 
A presença dos quilombolas no acampamento que os grevistas realizavam no parlamento estadual e a carta aberta publicada pela Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão (ASSEPMMA) pedindo desculpas aos quilombolas, índios e sem-terra pelos crimes históricos cometidos pela PM do Maranhão, obrigou a oligarquia a entregar os “anéis”, temendo que os balaios arrancassem seus “dedos”. Eis por que resolveram negociar.
 
Do Maranhão, as greves das PM’s e dos bombeiros expandiram-se por diversos estados brasileiros, e o que é mais importante, levando setores da própria PM a exigir à imediata desmilitarização das policiais e o direito à sindicalização.  É verdade que a polícia, enquanto instituição, jamais deixará de ser a “mão de ferro” do Estado pesando sobre a cabeça dos trabalhadores, mas também é verdade que quando um policial veste sua consciência com o manto da classe trabalhadora, é o Estado opressor e seus parasitas que se veem em apuros. Ficar do lado da classe trabalhadora ou agir como trabalhador consciente de seu pertencimento de classe passa a ser um crime político na perspectiva de quem domina.
 
Aqueles que confinaram o Cabo Roberto Campos são os mesmos que abriram as grades para os assassinos do artista Gerô ou que tentam de qualquer forma apagar a trilha de sangue que possivelmente levaria aos autores e mandantes do assassinato do jornalista Décio Sá, que, infelizmente e tragicamente, era ligado ao grupo que ora silencia sobre sua morte.
 
Não temos dúvida de que o cabo Roberto Campos Filho é um preso político de um governo que pune trabalhador, criminaliza as lutas sociais e serve de guarita a jagunços e policiais assassinos.
Conclamamos os movimentos sociais e os partidos de esquerda a realizar uma grande campanha contra a criminalização das lutas e dos lutadores !

obs: Por determinação da justiça, o cabo Campos, do 8º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, foi solto por volta de 12:30 desta quarta (16).

 
PELA IMEDIATA LIBERTAÇÃO DO CABO ROBERTO CAMPOS FILHO!
PELO DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA!
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS LUTAS E DOS LUTADORES!
PELO DIREITO A SINDICALIZAÇÃO DOS POLICIAIS!